sábado, 1 de setembro de 2012

Plano de aula I - capoeira



EDUCAÇÃO FÍSICA

Ciclo II – Segunda Etapa 7º e 8º anos do Ensino Fundamental de nove anos

Tema: História e Filosofia da capoeira 
Tempo: 45 min.

Objetivo Geral: apresentar aos alunos a história, onde e porque surgiu a capoeira, evidenciando a sua importância cultural e de aprendizado na escola.  

Objetivos Específicos
- Apresentar aos alunos a elementos históricos e filosóficos da capoeira e como foi difundida no Brasil.

- Identificar o conhecimento já existente produzindo uma interação sobre a arte-luta com diálogo por parte dos alunos.

- reconhecer elementos da cultura corporal da capoeira como vestimentas e ambiente.

Conteúdos
História e filosofia da capoeira.

Procedimentos Metodológicos


Introdução (10 min.):
 Iniciar a aula cumprimentando os alunos, pedir para que formem um semi-círculo, fazer a chamada, e abrir uma discussão sobre o tema, perguntar se alguém na classe conhece ou já praticou/pratica capoeira, ou até mesmo acompanham competições ou apresentações.

Aula propriamente dita (20 min.):

História da capoeira:

A capoeira teve sua origem pelos negros em meados do século XVI no Brasil, principalmente em grandes cidades portuárias com a chegada de navios negreiros, foi desenvolvido com o objetivo de defesa e fuga das senzalas na busca da emancipação da escravidão, formando quilombos no meio das florestas onde viviam. Era uma luta violenta, sangrenta e muitas vezes mortal. 
No século XX, Mestre Bimba foi uns dos principais capoeiristas que buscaram apresentar a capoeira como uma luta nacional, e não com a imagem de prática denegrida pela sociedade. Então, levou até o presidente Getúlio Vargas, onde foi feita uma apresentação pelo Mestre Bimba e outros capoeiristas do mesmo movimento, que ficou impressionado e tornando a capoeira como patrimônio cultural do Brasil. Sendo um dos primeiros passos para a valorização da capoeira no próprio país que a desprezou.
A palavra capoeira foi generalizada para vários fins, tanto para os praticantes como bandidos, malfeitores de toda ordem. No século XIX foram encontrados vários registros policiais indicando a presença da capoeira no país, além disso, várias etnias praticavam a capoeira além dos negros como índios, mestiços e até alguns imigrantes europeus. No final do século XIX, o então presidente da época Deodoro da Fonseca, a transformou em crime passível de prisão de dois a seis meses na ilha de Fernando de Noronha.



Filosofia da capoeira: 
A capoeira tem como um dos seus maiores objetivos é tratar todos como iguais, por isso é feito uma roda, não tem começo e nem fim. O mestre pode aprender com o aluno tanto como o inverso. Antes de tratar como luta a capoeira, ela é uma expressão do corpo através da liberdade do movimento, lembrando as lutas que os negros tiveram contra os regimes escravocratas dos brancos desde o Brasil Colonial. 
Ao final da aula pedir para os alunos produzirem um texto sobre o que pensam sobre a capoeira e qual a importância dela para eles.

Atividade pratica (10 min.):
Com os alunos posicionados em círculo, pedir que façam um movimento de capoeira, ou até mesmo de ginástica,proporcionando uma prévia da vivência que terão nas próximas aulas.

Avaliação da aula e dos objetivos
Feed back (5 min.)
Os alunos estarão sentados formando um circulo o professor irá relembrar com a classe tudo o que foi discutido.

Materiais
Imagens, slides, etc.


Referências


Tubino, Manoel José Gomes.; Lussac, Ricardo Martins Porto. Capoeira: História e trajetória de um patrimônio cultural do Brasil. Revista da Educação Física/UEM. Maringá. v 20. p 7-16 1 trim. 2009.

http://www.revue-silene.com/images/30/extrait_67.pdf A capoeira, uma filosofia do corpo. Camille Dumoilé.

Capoeira: A História e Trajetória de um Patrimônio Cultural do Brasil

O artigo a ser resenhado é Capoeira: A História e Trajetória de um Patrimônio Cultural do Brasil, escrito por Tubino* e Lussac**, objetivando a narração histórica da capoeira, um patrimônio cultural e imaterial abordando a história como uma arte-luta brasileira, analisando desde os tempos coloniais até os dias de hoje.
*Manoel José Gomes Tubino (1939 – 2008), foi um Professor Doutor docente da Universidade Castelo Branco – RJ, Brasil; Professor Pesquisador da UNISUAM – RJ, Brasil.
**Ricardo Martins Gomes Lussac, mestrando em Ciência da Motricidade Humana da Universidade Castelo Branco – RJ, Brasil; Mestre de Capoeira (Mestre Teco – RJ) e Integrante do Conselho de Mestres da Federação de Capoeira do Estado do Rio de Janeiro; Professor da Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro, Brasil.
Nos primórdios da apresentação e seus resultados, a capoeira como uma incógnita para sua origem por várias áreas e diferentes pesquisadores da história, administração, educação física, sociologia, etc, além das divergências etimológicas da palavra “capoeira”. Foram relatados em documentos do século XVI o termo “capoeira” utilizado para praticantes do jogo-luta, malfeitores, ladrões e bandidos da época.
O artigo é relativamente atual, publicado no primeiro trimestre do ano de 2009, na Revista da Educação Física. A pesquisa tem um conta com um enfoque histórico, com revisão e análise qualitativa das fontes, sendo a maior parte livros, que foram interpretadas durante a investigação. Quanto a lacuna do conhecimento para a produção do artigo, sobre o estudo histórico da capoeira, sendo que faz parte de um patrimônio cultural e deve ser valorizado, abordando somente a capoeira na delimitação do território nacional.
A origem da capoeira, suas interpretações etimológicas da própria palavra e do termo são uma incógnita até os dias de hoje, sendo estudado por vários campos de estudo das mais diferentes áreas como: Educação Física, História, Sociologia, entre outros. Estas primeiras práticas da capoeira relatadas em documentos foram a partir do final do século XVI e como prática corporal, começou a ser documentada no século XIX no Rio de Janeiro. O significado desta palavra pode ser utilizada à vários desígnios como praticantes da arte-luta, ladrões, bandidos, etc. Com essa variedade de significados, torna-se difícil a compreensão da capoeira nos períodos anteriores do século XIX.
Progressivamente, após 1808, com a chegada da Corte Portuguesa, é constado com registros policiais e processos jurídicos, ressaltando que, não foram apenas estes documentos a relatar a prática da capoeira.
Ao longo do século XIX, a prática da capoeira estava difundida no meio urbano, praticada por escravos e africanos. Há autores que afiram que a prática da capoeira também era feita, além destes dois grupos, por índios e mestiços. No decorrer deste século, a prática se estende entre homens livres, libertos, imigrantes, pardos entre outros, tendo em vista que a capoeira fazia parte da classe trabalhadora, visto que, grande parte dos detidos por capoeira eram trabalhadores.
No século XX, pode-se observar que a capoeira está difundida no estado da Bahia, Maranhão, São Paulo, Pernambuco, Pará e outras inúmeras localidades, estando presente em vários movimentos político-sociais, como a Guerra do Paraguai, que a capoeira vai ganhando destaque e ao mesmo tempo, utilizado como jogo de influência e poder, crescendo o medo e a submissão social. Como apresenta Tubino & Lussac, “diferentes grupos políticos utilizaram a capoeira como um meio violento para imprimir suas estratégias”. Com a Proclamação da República, eram novos ideais e a capoeira transformou-se em um dos alvos para repressão, sendo buscada sua extinção, tanto que a prática transformou-se em crime sendo proibida pelo Código Penal da época. Uma das práticas aprovadas por Marechal Deodoro foi a deportação para o presídio na Ilha de Fernando de Noronha e a partir deste momento, a capoeira se recata e passa ser praticada as escondidas.
No período do desenvolvimento da capoeira no Brasil, após a aceitação dela como esporte por Getúlio Vargas, houve a intensificação dos aspectos relativos a capoeira como: filosóficos, culturais, históricos, étnicos entre outros inclusive a prática.
Por um lado, a análise da capoeira no contexto da cidade do Rio de Janeiro contribui muito para o esclarecimento histórico da arte-luta diante o desenvolvimento do país, por ser um componente histórico importante, a capoeira não sofreu apenas mudanças devido a intervenções políticas, mas também pela Educação Física e do âmbito esportivo afetando as camadas populares e suas manifestações através dela. A capoeira como manifestação artística e cultural traz consigo uma práxis de uma herança cultural que, por mais que seja comentada em vários eixos da educação, continua em segundo plano sem a devida atenção de um patrimônio histórico nacional.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Capoeira - aula prática 24 ago.

Para a aula do dia, a professora Keith convidou um professor especializado na área de capoeira para ministrar a aula.

Primeiramente, o professor relembrou alguns conceitos já falados pela professora Keith em suas aulas anteriores como esquivas, meia-lua, meia-lua com armada, martelo, etc. e principalmente a importância da ginga na capoeira. Após isso, realizou alguns desses movimentos novamente com a turma.

Após isso, o professor atravessou um elástico por toda a sala em uma altura média. Os alunos deveriam realizar o movimento de meia-lua com armada por cima do elástico de um lado a outro da sala. A utilização desta prática veio do boxe, porém, fazendo a passagem por cima e não por baixo.
Ele ressalta a importância de utilizar um elástico pois não há grande risco de se machucar utilizando este material, diferente da corda que se o aluno errar o movimento, ele pode se enrroscar e eventualmente se machucar.

Em seguida, foi ensinado o golpe da meia-lua de compasso e rabo de arraia.



O professor ressalta que o princípio da roda, é a importância de demonstrar que todos ali são iguais, indiferentemente de quem presente e todos estão ali para aprender.

Uma das mais importantes partes da aula é a importância da capoeira ser difundida nas escolas e superar o preconceito que ainda existe com ela, apesar de ser legalizada, diferente de épocas anteriores em nosso país.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Capoeira - Aula prática 10 ago.

A aula foi ministrada e orientada pela Prof. Ms. Keith Sato Urbinati.

O tema da aula apresentada foi voltado para uma arte-luta nacional: a capoeira.

Aquecimento:
A atividade inicia-se com uma brincadeira denominada "Capitão do Mato". Esta atividade assemelha-se muito ao mãe-cola, porém, com algumas alterações. Um aluno escolhido para ser o Capitão do mato para ser o pegador e ao sinal da professora os outros devem fugir. Quando um dos alunos é pego, ele deve ficar em posição de cócoras (cocorinha) e o colega para descolar deve realizar uma meia lua passando por cima de quem foi pego.
A professora realizou uma alteração na atividade. Agora para descolar o colega o aluno deve realizar uma meia lua, ficar de costas e depois bater na mão do colega abaixado.
A última variação da atividade foi realizar agora por cima do aluno pego, uma meia lua com armada.





Posteriormente, a professora requisitou o auxílio de um aluno para a realização do alongamento.

Atividade Principal:
Com uma corda, a professora pediu para os alunos desenharem um triângulo com ela. Feito isso, deveriam posicionar os pés nas extremidades da base do triângulo os mantendo paralelos. O movimento a ser realizado era colocar um dos pés no ápice do triângulo, outro pé fixo no lugar e logo após isso retornar com os pés paralelos. Depois o movimento era inverso. Em um movimento contínuo requisitado pela professora, o movimento criado foi a ginga, um elemento fundamental da prática da capoeira.
Ginga

 
Com a ginga foi adicionado mais um golpe na aula: a
bênção. Em três tempos da ginga, os alunos deveriam realizar uma bênção e depois com a outra perna. Logo em seguida os alunos deveriam realizar a meia-lua associada com a ginga com a perna direita e esquerda sucessivamente.






Bênção
 Cocorinha

Com o aprendizado dos movimentos, os alunos aprenderam uma posição de esquiva, também utilizado como defesa dos golpes que é a cocorinha, alternando a mão esquerda e a mão direita como apoio no chão.

A professora requere que os alunos formem duplas e pratiquem entre si os movimentos aprendidos na aula sem contato físico. Para isso, um dos alunos da dupla irá somente defender/esquivar e outro atacar, em seguida, as posições invertem na atividade.

A última atividade proposta é o "aú". Os alunos ficaram em formação de tabuleiro em duas linhas pela falta de espaço. Com uma utilização de progressão pedagógica, o primeiro foi chamado de "aú bebê", com uma das pernas a frente e as mãos voltadas para o lado da perna a frente, apoia-se a mão mais próxima da perna no chão e logo após a outra mão e impulsiona as pernas para o alto mas ainda sairam pouco do chão. Como o movimento é realizado em quatro tempos, foi utilizado a palavra "Chocolate", um para cada movimento. "Cho" para a perna "co" para uma mão "la" para outra mão e "te" para impulsionar as pernas. Quando foi requisitado novamente o movimento, foi realizado de forma mais rápida e uma maior impulsão nas pernas para jogá-las para cima. E por último, a professora pediu para quem conseguisse estender as pernas. Também foram desafiados os alunos para realizar o Aú associado a ginga.



Ao final da aula a professora realizou um feedback.

domingo, 17 de junho de 2012

Relatório aula prática 17 mai.

A aula prática do dia foi direcionada em um caráter mais tecnicista

Aquecimento
Em fila, os alunos deveriam se movimentar pela sala em várias direções comandados pelo líder da fila. Ao comando da professora, o líder deveria se agachar para que os outros pulem, deitar no chão, etc. Enquanto  isso, o segundo vira o líder e vai conduzindo o resto da turma até o próximo sinal da professora que iria fazer o mesmo comando até passar por todos.

Um dos alunos foi requisitado para comandar o alongamento.

Parte principal

Chutes do Karate

Foram realizados dois chutes básicos: a turma na formação de tabuleiro.
- Mawashi Geri (chute circular, bastante famoso por Chuck Norris utilizá-lo)
- Ura Mawashi Geri (é executado com movimento inverso ao da técnica regular, isto é, o pé descreve um círculo voltado para fora)

O mawashi geri partindo da posição base do karate com as pernas semiflexionadas, uma a frente da linha do quadril e outra atrás, com o tronco voltado para frente, flexionando o joelho e elevando lateralmente sendo a primeira parte do ensino pedagógico do golpe.





Prosseguindo, deverá ser feita a rotação do quadril para o lado oposto a da perna que foi levantada e a extensão da perna, utilizando o peito do pé para acertar o alvo. Finalizando o movimento, o corpo deve-se voltar a posição inicial.












O Ura Mawashi Geri tem o mesmo princípio do Mawashi Geri só que a perna realiza uma flexão para acertar o alvo com a sola do pé.



Após ensinar os dois golpes, foram formadas duplas e cada uma com um aparador para ser praticados os chutes com ambas as pernas e ambos os alunos da dupla.

Na próxima atividade, a professora ensinou o kata básico do karate, Heian Shodan, o kata da paz para a turma toda. O kata é um conjunto de movimentos de ataque e defesa em uma luta imaginária, podendo ser praticando individualmente ou em equipe.
A atividade para os alunos foi de criar um kata com nome e alguns movimentos do karate e utilizar da criatividade nos mesmos.


Relatório aula prática 31 mai.

Ataque e Defesa do Karate

A professora deu início à aula, relembrando os conteúdos trabalhados nas aulas anteriores, e foi discutido como construir o plano de aula utilizando a concepção crítica superadora.

Para o aquecimento, foi realizada a brincadeira mãe-cola, no entanto as regras eram diferentes:
Um aluno é escolhido para ser o “pegador”, e para ser descolado, outro colega deve tocar em quem foi pego, com um movimento de defesa. Por exemplo: o pegador cola o colega com um soco frontal, e esse deve ser descolado com uma defesa alta. As formas de colar e descolar foram modificados pelos alunos que dava sugestões utilizando os golpes e posições que já aprenderam.
Após a brincadeira sentamos em círculo, para discutir as possibilidades que poderiam ser utilizadas na escola, e realizamos outra atividade relacionada a história do Karate.

Realizamos um alongamento, coordenado por um dos alunos a pedido da professora. Relembramos também o kata Heian Shodan, o primeiro kata da paz, que havíamos realizados a duas aulas.
Toque o Objeto:
Em círculo, a professora numera os alunos de 1 a 4, cada numero deveria gravar uma palavra: alunos com número 1, deveriam guardar a palavra “Funakoshi”, alunos com número 2, deveriam guardar a palavra “Okinawa”, e os alunos com numero 3, a palavra “Karate” e alunos com número 4, a palavra "Japão". No meio do circulo fica um objeto, no caso, uma blusa. A professora começa a contar a história do Karate, e cada vez que diz uma das palavras, os alunos com essas respectivas, devem tocar o objeto no meio do círculo e retornar ao seu lugar.
Após o fim da história, a professora indagou os alunos sobre os fatos contados, a fim de fazê-los perceber como as crianças na escola podem aprender mesmo sem que percebam.